O fim de ano é uma temporada feita de fartura. Semanas de festa, casas cheias, primos por todo canto, presentes e notas dobradas na mão das crianças. Ainda assim, depois de uma separação, a noite de Natal pode parecer a única noite que conta, e a criança é uma só. Segure esta ideia no lugar: a criança não precisa de um Natal perfeito. Ela precisa de adultos calmos, duas comemorações calorosas e permissão total para aproveitar as duas.
Por que o fim de ano toca tão fundo depois da separação
O fim de ano é a família ficando visível. A viagem para a cidade onde todo mundo se encontra, o abraço da meia-noite, os pedidos de desculpa e as pazes feitas, a mesa cheia de parentes, a foto com todo mundo de roupa nova. Quando os pais se separam, as duas famílias continuam querendo a criança no centro da comemoração, e as duas pessoas podem sentir em silêncio a falta do fim de ano que tinham imaginado. Tudo isso é humano. O risco é a criança acabar carregando a perda dos adultos, racionando a própria alegria para ninguém se sentir de fora. Uma criança que passa a noite de Natal observando o rosto de um adulto em busca de tristeza não está comemorando de verdade. O presente mais gentil que você pode dar a ela é a sua bênção visível para ser feliz na outra casa.
Jeitos gentis de dividir os dias principais
Não existe um arranjo certo, só o que a sua família consegue sustentar com calma. Alguns padrões funcionam bem:
- Divida a ceia e o dia seguinte. Uma casa fica com a noite do dia 24, a outra com o dia 25, e vocês trocam a ordem a cada ano. Os dois são Natal de verdade, com roupa nova e porta aberta.
- Alterne os anos para a noite de Natal, principalmente quando a família mora longe e a viagem torna irreal uma transição no mesmo dia.
- Divida o próprio dia 25, se vocês moram perto. A manhã e o almoço em uma casa, a tarde e as visitas na outra.
- Use a temporada inteira. As festas vão do Natal ao Ano Novo e seguem pelas férias de janeiro. Uma comemoração no dia 28 não é uma comemoração menor.
Combinem antes de dezembro chegar
Planos de festa feitos em cima da hora balançam, e quem mais sente o balanço é a criança. Combine o arranjo com o outro pai ou mãe cedo, de preferência ainda em novembro, e escreva, para ninguém estar renegociando na véspera do Natal. Sejam generosos com o tempo de viagem, porque o país inteiro está na estrada ao mesmo tempo. Um plano escrito, como um Acordo Parental Temporário, transforma uma conversa esperançosa em algo em que as duas casas podem confiar, e o raciocínio do nosso guia sobre rotina de férias e feriados vale tanto para o fim de ano quanto para qualquer recesso escolar. Se combinar parecer impossível neste ano, a mediação familiar pode ajudar vocês a fechar o arranjo das festas antes de a temporada chegar.
Presentes, ceias e duas de cada coisa
O dinheiro e os presentes que a criança ganha são dela, tenham vindo de onde tiverem vindo. Deixe os presentes viajarem entre as casas sem contabilidade, e combinem baixinho, entre adultos, como qualquer poupança é cuidada, para a criança nunca ouvir isso como assunto de tensão. Duas roupas novas, dois conjuntos de fotos, duas mesas cheias de comida de festa. Contado com carinho, isso é uma infância de sorte, não uma infância partida ao meio.
Repare também no peso que aparece na transição. As crianças costumam ficar quietas não porque estão infelizes, mas porque estão conferindo se é seguro ficar animadas. Mande a criança com o coração aberto: “Aproveite a comida da vovó, dê um abraço em todo mundo por mim e me conta tudo quando voltar.” Para a noite de Natal em si, as ideias em coparentalidade no Natal entram em mais detalhe. Diminua o peso de uma única noite e deixe a temporada inteira crescer.
A temporada é maior que uma noite
Daqui a alguns anos, a criança não vai lembrar quem ficou com a noite de Natal em qual ano. Vai lembrar se o fim de ano foi caloroso. Duas casas que planejam cedo, falam com gentileza na transição e abençoam a comemoração uma da outra dão à criança algo precioso: uma festa que dobrou em vez de partir ao meio. Boas festas para as duas casas.